O estado do Acre registrou um período inédito de dez meses consecutivos de seca, abrangendo todo o seu território entre maio de 2024 e fevereiro de 2025. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 31, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), por meio da última atualização do Monitor de Secas.
De acordo com o levantamento, esse foi o período mais longo de seca afetando 100% do estado desde novembro de 2022, quando o Acre passou a integrar o Mapa do Monitor. É a primeira vez que o estado enfrenta um período tão prolongado de estiagem contínua em toda a sua extensão territorial.
Embora a seca tenha persistido, houve um abrandamento da severidade do fenômeno entre janeiro e fevereiro deste ano. Esse mesmo comportamento foi identificado em outras dez unidades da Federação, indicando uma possível redução do impacto da estiagem em algumas regiões.
O Monitor de Secas é uma ferramenta essencial para o acompanhamento regular da seca no Brasil, permitindo a análise da intensidade e da abrangência do fenômeno. Os dados coletados auxiliam na formulação de políticas públicas voltadas para a mitigação dos impactos da estiagem, especialmente nas áreas mais vulneráveis.
A seca prolongada no Acre tem causado efeitos significativos na vida da população, na economia e no meio ambiente. Entre os principais impactos estão dificuldades no abastecimento de água e prejuízos na produção agrícola, afetando diretamente o sustento de milhares de famílias e a sustentabilidade dos recursos naturais do estado.
Diante desse cenário, especialistas alertam para a necessidade de medidas emergenciais e investimentos em infraestrutura hídrica para minimizar os danos causados pela estiagem e garantir a segurança hídrica da população acreana.