Ícone do site O Juruá Em Tempo

Preço do ovo subiu 19,4% no mês e café saltou 72% em 12 meses; veja maiores altas

Considerado a prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) registrou alta de 0,64% em março, puxado sobretudo por ‘Alimentação e Bebidas’.

Entre as maiores alta no mês, destaque para os aumentos nos preços do ovo, do café e do mamão. Veja tabela abaixo:

Veja as maiores altas em março de 2025

Item Variação mensal (%) Impacto (p.p.) no IPCA-15
Gasolina 1,83 0,1
Ovo de galinha 19,44 0,05
Café moído 8,53 0,05
Passagem aérea 7,02 0,05
Cinema, teatro e concertos 7,42 0,03
Tomate 12,57 0,03
Plano de saúde 0,57 0,02
Refeição 0,62 0,02
Mamão 15,19 0,02
Plano de telefonia móvel 1,42 0,02
Energia elétrica residencial 0,43 0,02
Empregado doméstico 0,57 0,02

Os bens e serviços monitorados pelo índice são organizados por grupos, subgrupos, itens e subitens. Entre os não alimentos, a gasolina foi o subitem com maior alta em março: encareceu 1,83%.

Já no acumulado de 12 meses, o grande “vilão” da inflação é o café, cujo preço avançou 72,02%. Destaque também para as carnes que subiram acima e 20% e para os chocolates (18,51%). Veja quadro abaixo:

Veja itens com as maiores altas acumuladas em 12 meses

Item Alta acumulada em 12 meses (%)
Café moído 72,02
Tangerina 46,44
Joia 30,13
Laranja-lima 29,79
Óleo de soja 26,73
Alho 26,37
Acém 26,26
Patinho 23,51
Abacate 22,89
Costela 22,48
Cigarro 22,14
21,60
Lagarto comum 21,10
Contrafilé 21,09
Filé-mignon 20,87
Carne de porco 20,47
Chã de dentro 20,44
Etanol 19,94
Músculo 19,80
Alcatra 19,44
Mamão 18,61
Chocolate em barra e bombom 18,51
Lagarto redondo 17,89
Peixe-dourada 17,30
Cupim 17,20
Carne de carneiro 16,45
Limão 16,21
Capa de filé 16,13
Peito 15,66
Açaí (emulsão) 15,30

Nos 12 meses até março, o índice passou a subir 5,26%, de 4,96% no mês anterior, marcando a taxa mais elevada desde os 5,36% registrados em março de 2023. Com isso, vai ainda mais além da meta oficial –3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Recentemente, tanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantaram preocupação com o aumento dos preços do ovo, com a inflação dos alimentos sendo apontada como uma das causas da queda recente de popularidade de Lula.

O centro da meta perseguida pelo Banco Central para 2025 é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Inflação acima da meta

A partir deste ano, a meta começa a ser apurada de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro continua em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

As projeções do banco Central apontam para uma inflação acumulada em 12 meses na faixa de 5,5% e 5,6% nos três primeiros trimestres deste ano, caindo para 5,1% no final do ano, segundo relatório publicado nesta quinta.

A meta contínua de inflação prevê que o BC se explique e apresente um plano de trabalho para a convergência da inflação após seis meses contínuos de rompimento dos limites da meta, o que deve ocorrer em junho deste ano.

Para o BC, ao fim de 2025, a chance de a inflação estourar o teto da meta é de 70%, contra 50% antes. Para 2026, a chance foi estimada em 28%, ante 26%.

Sair da versão mobile