O homem suspeito de estuprar uma adolescente de 13 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um dos boxes do Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco, nesta quarta-feira, 27, era conhecido da família da garota. As informações foram confirmadas À GAZETA pelo chefe do Gabinete Militar de Rio Branco, coronel Ezequiel Bino, nesta quinta, 27.
Segundo Bino, a segurança presente no Parque de Exposições tomou conhecimento da situação por volta das 18h30. Tão logo foram acionados, ainda de acordo com o chefe, a equipe correu ao local, tendo o autor sido preso em flagrante.
“A partir daí, ouvimos as testemunhas, sendo a principal a irmã da vítima, que segundo ela, flagrou o autor e a vítima, menor de 13 anos, despidos, ele segurando a criança. A menor foi atendida imediatamente por uma equipe médica e conduzida à maternidade. Esse primeiro atendimento revelou indícios fortes de ter existido realmente o estupro, não só a tentativa”, explicou o coronel.
Ainda de acordo com Bino, a família da vítima é grande, e estava disposta em quatro boxes. Como conheciam o autor, fizeram o convite para que ele ficasse em um boxe, sozinho, próximo à família.
“Eles [a família da vítima e o autor] foram juntos para o parque, eram próximos. Nesta quarta-feira, a irmã da vítima deu por falta dela em determinado momento, e aí alguém falou que o autor saiu com a vítima de mãos dadas em direção ao box em que o autor estava. Quando a irmã entrou no box, viu tudo”.
Outros crimes
O autor, inclusive, tem uma extensa ficha criminal, com passagens por tráfico de drogas, associação criminosa e violência doméstica, ainda de acordo com Ezequiel Bino.
“Demos e ainda estamos dando total assistência à criança e à família, e ela [a vítima] já está de volta ao parque e a família deve ir para o aluguel social, porque a casa da família não tem mais condições de receber ninguém”, reiterou.
Ezequiel aproveitou para lamentar o episódio. “Estamos no quinto ano seguido com ativação de abrigos e, infelizmente, neste ano, tivemos este episódio extremamente lamentável. É lamentável não só pelo ato, mas por se tratar de uma adolescente, no espectro autista. É uma verdadeira monstruosidade”, finalizou.