O PMDB deve ficar no comando da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, ainda que o senador Renan Calheiros (AL), um dos líderes da legenda, tenha desistido de concorrer à vaga.
“Estou deixando a presidência do Senado e não me sinto confortável presidindo uma comissão”, disse o parlamentar, alvo da Operação Lava Jato, em entrevista ao Correio Braziliense.
A CCJ é responsável pela análise do novo nome que assumirá uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), após a morte do ministro Teori Zavascki. A comissão também vai fazer a sabatina do candidato escolhido pelo presidente Michel Temer.
Entre os peemedebistas cotados para presidir a comissão, estão Raimundo Lira (PB) e Marta Suplicy (SP). O senador Edison Lobão (MA), também investigado pela Lava Jato, faz campanha discreta.
Estratégica, a comissão tem papel decisivo na aprovação de leis que podem atingeir as investigações. Dois exemplos são a anistia para caixa dois eleitoral e nova lei de abuso da autoridade. A CCJ também pode inviabilizar o nome indicado para substituir Teori Zavascki após a sabatina.
Com informações de Notícias ao Minuto.